Recuperação judicial não serve para qualquer empresa e, diferentemente do que muitos pensam, não é um mecanismo de proteção para as empresas em dificuldades. Bancos como o Safra, por exemplo, possuem um exército de advogados especializados para recuperar, a qualquer custo, seus créditos. Para isso, utilizam de técnicas e do judiciário para asfixiar as empresas em recuperação até receberem tratamento especial nos processos. Como se vê, o terrorismo bancário foi legalizado no país e quem paga a conta sempre, além dos empresários, são os milhares de trabalhadores que perdem seus empregos e sua renda. O bloqueio de recursos essenciais de empresas em recuperação, como Gocil, são exemplos de como funciona o judiciário paulista, onde a pressão de instituições bancárias tem prevalecido sobre o interesse social.