Quem é afilhado de poderosa ex-primeira-dama tem poderes inexcedíveis. Tem o corpo fechado e blindado para fazer ilimitadas trapalhadas e malfeitos, permanecendo intocável. Demorou tanto para ser publicado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult) e, quando se imaginava que a lentidão seria decorrente de aprimoramento, o que se constata é incompetência, amadorismo e outras coisitas mais na condução baiana do edital da Lei Paulo Gustavo. Depois da via-crúcis para a inscrição dos projetos, surge a suspeita de um possível dirigismo no resultado das propostas habilitadas aos recursos públicos. Muita gente que ficou de fora não teve acesso aos pareceres dos projetos com os motivos de sua eliminação. Além de dificultar os recursos, isso deixa sob suspeição todo o processo pela falta de critérios objetivos para a pontuação. Para os prejudicados, que estão soltando os cachorros nas redes sociais, a ausência de transparência induz ao subjetivismo da escolha. Com a palavra, o secretário da pasta, Bruno Monteiro.