O Mansão Wildberger, no Largo da Vitória, é o sonho de consumo da “baianada nouveau riche”. A ocupação dos 72 amplos e luxuosos apartamentos do maior arranha-céu de Salvador, com 40 andares, é de uma nova safra de milionários baianos que se deu bem na política, marketing, negócios governamentais, obras públicas, música popular, varejo, etc. Difícil encontrar na lista dos condôminos sobrenomes que soavam aristocráticos no passado. Esses talvez ainda possam ser encontrados dando nome a alguma rua do ex-nobre bairro da Graça. No Mansão Wildberger, é difícil. Os falidos abastados de outrora perderam a riqueza, mas não o bom humor. Os seus sucessores na high society soteropolitana não lhes escapam da chacota. Quando alguém fala sobre o Mansão Wildberger aos aristocratas empobrecidos, o chiste não fica na boca. A paródia é cantarolada: “Se gritar pega malandro, não fica um, meu irmão”.