O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão liminar, reconduziu o baiano Ednaldo Rodrigues à presidência da CBF. Era previsível que o chamado Mazzaropi bronzeado retornasse ao trono da burocracia do futebol brasileiro. O anúncio de que não seria candidato à reeleição foi sintomático. Pesou mesmo na decisão do magistrado da mais alta corte, a ameaça da Fifa de excluir o Brasil das competições internacionais pela intromissão judicial nos negócios futebolísticos. Fica o recado para as instâncias inferiores do Poder Judiciário: só quem pode atropelar as prerrogativas de outros poderes é o Supremo, mesmo quando se trate da Fifa, uma entidade internacional cheia de antecedentes criminais que não deveria ter esse poder todo sobre qualquer estado nacional.