Nova modalidade

A Polícia Federal precisa ficar atenta a falsos “movimentos de quilombolas”. Há suspeitas de que o crime organizado esteja por trás de certas iniciativas dessa natureza. Na região de Morro de São Paulo, na Bahia, um caso ocorrido no final do ano passado apresenta indícios de essa ser a nova modalidade para a ocupação de territórios pelo tráfico de drogas e milícias. Reuniram incautos nativos e comandaram a invasão de uma propriedade privada, devidamente escriturada há décadas, que nunca fora questionada como de comunidade tradicional, quilombo. O líder da ação seria um forasteiro carioca que, expulso da Marinha, se radicou na região. A operação é toda organizada e registrada em vídeos a serem distribuídos nas redes sociais e mídia tradicional para que passe a ideia de que se trata de vítimas da sociedade. Durante o processo de reintegração da posse do terreno, determinado pela Justiça, não faltaram provocações aos policiais militares na tentativa de colherem imagens de violência. Emissoras de tevê caem no logro e enfocam as reportagens sob o viés das pseudovítimas, influenciando decisões de entidades públicas que deveriam investigar a situação em vez de fazerem juízo pelas redes sociais e tevê.

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