Ardiloso, foi Ednaldo Rodrigues quem nomeou Luíza Rosa como diretora da CBF, tornando-a a primeira mulher a ocupar um cargo de direção na entidade. Serviu para ele passar um verniz de que a gestão dele respeitaria o sexo feminino. Era uma tentativa de fugir do estigma deixado pelo antecessor Rogério Caboclo, deposto por causa de uma série de acusações de assédio sexual com grande repercussão. Pelo jeito, apesar da circunferência abdominal avantajada, Ednaldo é bom de drible e conseguiu se livrar temporariamente de mais um empecilho à sua manutenção na presidência da CBF. Pesa ainda sobre o Mazzaropi bronzeado o resultado de uma pesquisa interna feita na confederação pela Travessia – Estratégias em Inclusão que apontou: “mais da metade dos 400 funcionários da CBF, ouvidos sob condição de anonimato, entende que o ambiente não é seguro e livre, existindo medo por parte das pessoas de falar mais sobre situações, inclusive medo de retaliação”.