Até os postes do Rio de Janeiro sabem que o ex-capitão do BOPE-Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega, foi executado como queima de arquivo porque sabia demais. Uma delação premiada dele causaria um enorme estrago em todas as instituições do Rio de Janeiro, Executivo, Legislativo e Judiciário. A viúva de Adriano cita nominalmente o ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Mesmo assim, o inquérito de quatro mil páginas, do Ministério Público, que trata da morte do ex-caveira, em fevereiro de 2020, no interior da Bahia, não chega a nenhuma conclusão. Nas perícias realizadas, três evidências “gritam”, o local da morte não foi preservado, algo incomum quando a operação envolve policiais experientes, como foi o caso; um tiro de cima para baixa, típico de execuções; e a inexistência de resíduos de pólvora nas mãos dele, o que prova que ele não atirou.