Na Bahia, era Deus no céu e ACM na terra para os taxistas. A paixão não foi herdada pela nova geração de carlistas. O neto do Cabeça Branca nunca teve o prestígio do avô com os outrora chamados “motoristas de praça”. Ficou o ressentimento da falta de firmeza do ex-prefeito no apoio aos tradicionais táxis na quebra de braço com a inovadora Uber. Agora, em ano eleitoral, o atual alcaide Bruno Reis tentou até fazer uma gracinha para a categoria. Aumentou a tarifa de R$ 5,54 para R$ 5,90. O tiro saiu pela culatra. Além de não repor as perdas, o reajuste de 46 centavos custa R$ 250 a cada taxista. É o preço pela atualização do sistema do taxímetro nas oficinas autorizadas. A grande maioria da classe, que viu a féria reduzir bastante com a concorrência dos uberistas, está sem condições de arcar com o caro serviço, realizado em alguns minutos. Além da queda, o coice. Precisam atualizar o taxímetro até 31 de janeiro. Senão, ficarão sujeitos a multas. Um verdadeiro presente de grego!