Uma cidade à beira de um ataque de nervos

O Eixo do Mal da cidade do Rio de Janeiro, que mescla elementos dos três poderes, interesses políticos, milícias, policiais, bicheiros e muito dinheiro, está em polvorosa. Ronnie Lessa, o matador da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, decidiu “abrir o bico”, o que não é comum no mundo da “criminalidade de alto padrão”. A regra é o silêncio, “aguentar a bronca”. Esse silêncio, no entanto, não é gratuito. E tudo indica que a outra parte não cumpriu o combinado com Lessa. Não se pode descartar a possibilidade de que Lessa esteja apenas ganhando tempo. Já são cinco anos e nada. E dizem as más línguas que sem a PF o caso iria para a gaveta brevemente. Como se diz no meio, Ronnie Lessa “é malandro velho e escolado”. E não ia se expor sem um bom motivo. Delatar significa correr risco e enfrentar dramáticas consequências. Sendo honesta a deleção, certamente, vai colocar muita gente acima de qualquer suspeita no radar. 

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