Os britânicos Ian Fleming e John Le Carré, autores de best sellers da espionagem, nunca imaginaram personagem tão peculiar para suas histórias. Não é de estranhar. O universo deles era o centro do mundo. Não era a periferia. Os dois conheceram por dentro o serviço de inteligência inglês em seu apogeu, na primeira metade do Século XX. O extravagante personagem só poderia existir na fantástica realidade brasileira onde um Descondenado assume a presidência da República, sucedendo a um Napoleão de hospício.