Racismo estrutural

A Rede Bahia, grupo que realiza o Festival de Verão, esqueceu de passar para a terceirizada que fez a segurança do evento musical as lições de “racismo estrutural”, tão exaltadas em suas empresas e propagadas em seus veículos de comunicação. Se não bastasse o fiasco de público em razão dos altos preços dos ingressos, o festival foi maculado pela execrável manifestação do mais repugnante racismo da contratada empresa de segurança Preste Serve contra o jovem negro Roberto Júnior. Ao deixar o camarote Smirnoff em direção ao banheiro, ele foi seguido por seis brutamontes da tal Preste Serve que o acusaram de estar roubando celulares. Sem nenhuma prova para a acusação, ficou evidente que os traços afrodescendentes do rapaz teriam motivado a ignominiosa ação de violência. No vídeo que gravou para denunciar o crime sofrido pela milícia da Rede Bahia, Roberto Júnior aparece com um olho roxo praticamente fechado e escoriações pelo corpo devido às agressões físicas sofridas gratuitamente. Que se ressalte! O lamentável episódio não foi protagonizado pela Polícia Militar, que tanto é criticada diariamente pela TV Bahia. Não! Mas por uma terceirizada contratada pelo grupo empresarial que vive se autopromovendo com ações antirracistas. “Casa de ferreiro, espeto de pau”.

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