O CEO odebrechtiano não ficou só nisso. De formação em engenharia civil pela UFBA e pós-graduado em finanças pela FGV, ele se saiu também com uma argumentação sociológica para lá de ambígua, para não dizer outra coisa. Apelou à velha tese da “colônia de exploração”, comparando com o modelo diferente dos Estados Unidos, “uma colônia de desenvolvimento”. Segundo ele, os distintos modelos definiram percepções antagônicas de quem empreende. Enquanto nos EUA, o empreendedorismo é valorizado, na “colônia de exploração”, ficou “na mente da população a ideia de que por aqui é preciso prejudicar alguém para ganhar dinheiro”.