O verão da Bahia instiga uma pergunta que não quer calar: assédio e importunação sexual não existe quando a vítima é um homem heterossexual? Na Festa do Rio Vermelho, um casal de turistas se deslocava no meio da multidão, a mulher na frente e o marido atrás. De repente, o homem começou a se incomodar com dois rapazes altos e fortes que desnecessariamente começaram a abordá-lo com toques inconvenientes. Quando percebeu do que se tratava, avisou: “Vão procurar sua turma!”. A dupla se afastou, mas logo retornou com mais cinco, todos também altos e fortes. O grupo botou o casal heterossexual na roda e começou a acusar o esposo de homofóbico. O clima ficou tenso, mas a mulher conseguiu se desvencilhar e saiu em busca de socorro policial. Com a aproximação dos policiais, o grupo de gays atléticos se dispersou e o casal saiu escoltado em direção a um táxi. Com camarotes e blocos comprados, indignados e traumatizados com o lamentável episódio, o casal de turistas se desfez de tudo, embarcou de volta e prometeu nunca mais voltar a Salvador.