O silêncio do mito de pés de barro

O próprio Bolsonaro já classificou como “cagada” (golpe de sorte), a chegada dele à presidência de uma das maiores economias do mundo. Vendo seu comportamento diante das investigações sobre a tentativa de golpe de oito de janeiro de 2023, fica difícil imaginá-lo como um grande líder político capaz de arregimentar mais de 58 milhões de eleitores. A investigação da Polícia Federal (PF) revelou um homem fraco, um político medíocre e um líder sem fibra, sem convicção. O depoimento de ontem, que poderia funcionar como uma espécie de manifesto político, com o silêncio de Bolsonaro, transformou-se num evento patético, deprimente. Onde foram as arminhas e ameaças aos adversários, que ele considera inimigos? Os tapas na mesa, os palavrões e ameaças, principalmente a petistas e jornalistas? “Entrou calado e saiu mudo”, com rabo entre as pernas. Ao mesmo tempo, os desavisados, que serviram de bucha de canhão, vão sendo condenados a penas que variam entre 8 e 17 anos de prisão.

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