O cala boca do ministro das Relações Exteriores

Dizia o autodenominado “reacionário”, o genial Nelson Rodrigues, que o brasileiro padece (a afirmação, infelizmente, ainda é válida) do “complexo de vira-lata”, ou seja, se sente inferior, incapaz de enfrentar grandes questões ou mesmo o poder estrangeiro. Goste-se ou não do presidente Lula, é forçoso reconhecer que ele venceu esse complexo. Ou o nosso ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, não teria divulgado uma nota tão dura em resposta às declarações, no mínimo inadequadas, do seu correspondente israelense, Israel Katz. Lula pode até ter tocado num ponto nevrálgico, mas não mentiu nem exagerou. O que acontece na Palestina é um massacre, haja vista o número de mortos civis, cerca de 30 mil; na maioria mulheres e crianças. Sem contar, o muro israelense, o controle do território, as prisões ilegais, as ocupações e assentamentos. Lula tem como conselheiro de Relações Exteriores, um diplomata reconhecido pelo seu preparo, experiência e equilíbrio, Celso Amorim. Sendo assim, Muro Vieira fez o que lhe cabia ao afirmar, em nota, que as “mentiras” do chanceler Israel Katz são “inaceitáveis”.

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