A pernambucana Moura Dubeux chegou atropelando em Salvador há alguns anos. Vendia as unidades de seus lançamentos antes mesmo da obtenção do alvará de incorporação. Tinha muita influência na Sedur da prefeitura, a responsável pela fiscalização, que fazia vista grossa. De nada adiantou o esperneio do empresariado local contra a infração à norma que protege o mercado. O prestígio era tanto que os pernambucanos conseguiram incluir no PDDU uma regulamentação para as áreas degradadas, aplicada ao antigo Salvador Praia Hotel, que lhes permitiu a construção dos espigões em Ondina com o direito de sombrear a praia existente ao fundo.