A Odebrecht continua a crescer em Angola sem ter sido sequer abalada por qualquer sombra da Lava Jato. No país africano de língua oficial portuguesa, não existe Novonor, como a empresa passou a se apresentar no Brasil, é mesmo OEC e CNO, com o “O” de Odebrecht. O grupo de engenharia e construção surgido na Bahia é responsável pelas obras de uma refinaria e de um aeroporto internacional no enclave de Cabinda, província rica em petróleo e gás. Agora, a Odebrecht foi habilitada pelo governo de Angola para instalar cabos submarinos de alta tensão e fornecer energia elétrica para Cabinda a partir da cidade do Soyo, na foz do rio Congo, a cerca de 150 quilômetros de distância. O projeto, que requereu apenas uma licitação limitada por prévia qualificação, tem valor de US$ 850 milhões, algo como R$ 4,25 bilhões.