A queda inexorável do “mito”

“Uma imagem vale mais do que mil palavras”. Todos nós já ouvimos essa frase em algum momento. Mas depois que Jair Bolsonaro deu uma entrevista (???) para a Revista Oeste, no dia 27 de fevereiro; ela ganha um novo sentido. Visivelmente abatido, constrangido, escolhendo palavras, encenou humildade e tentou comover o público. Sem o menor traço de caráter, pediu Anistia. E sem dizer o nome, apelou ao presidente Lula. A coluna não lembra de cena mais patética desde a Redemocratização. Não vamos nem comentar a resposta do presidente, curta e corrosiva, “quero que tenha a presunção de inocência que não tive”. O outrora imbrochável naufragou como um covarde; fraco, tíbio, sem fibra, sem compostura. Quem vai acreditar num líder de oposição que se verga ao poder e não assume responsabilidades. Quem está na prisão pelo ato golpista de oito de janeiro de 2023, com penas de até 17 anos de prisão, já sabe que está irremediavelmente só. O homem treinado para matar cometeu suicídio político e levou milhões de inconsequentes.

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