Uma imagem deprimente das Forças Armadas

Uma idosa e sábia senhora baiana, dos velhos tempos, dizia, com muita propriedade, que é na hora do perigo que se conhece o homem. A crise provocada pela tentativa de golpe de oito de janeiro de 2023 está revelando que a imagem real que tínhamos dos nossos militares, não é real. Quem é o covarde? É a pergunta que não quer calar. O general que queria um golpe e não achou companheiros dispostos? Ou aquele que viu, calou, mas não aderiu? Em qualquer uma das situações, o saldo é patético, constrangedor, incompatível com alguém que jura morrer pela pátria. No mínimo se esperava que os golpistas, derrotados, assumissem suas convicções e fizessem propaganda de suas crenças autoritárias e extremistas. Mas esses se calaram diante dos interrogadores da Polícia Federal. E o que falou, sabe que o cargo que ocupava na época exigia que desse voz de prisão aos conspiradores. Não deu. No final das contas, é difícil encontrar alguém esclarecido hoje que imagine as nossas FFAA capazes de defender os valores democráticos. Desse episódio triste, pelo menos, fica a lição de sempre manter os olhos bem abertos.

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