Sobre militares e golpes 

Em novembro de 2021, a chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Laura Richardson, a primeira mulher a comandar a divisão, ou Southcom, responsável por atuar na América do Sul, Central e no Caribe; veio ao Brasil e se encontrou com o então ministro da Defesa, general Braga Netto. Ela reuniu-se ainda com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general Laerte de Souza Santos; com os comandantes da Marinha, Almirante Almir Garnier Santos; e do Exército, General de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira. E foi aí que muitos, que hoje se dizem defensores da Constituição e do Estado Democrático de Direito, pularam do golpe. Segundo fontes militares, Richardson disse, muito delicadamente, e em linguagem diplomática; que os EUA não patrocinariam nenhuma ruptura da ordem, como fez em 1964, com a operação Brother Sam. Os mais espertos e com domínio do inglês entenderam perfeitamente do que se tratava; saíram de fininho e nunca mais tocaram no assunto. Mas aquela turma que conhecemos não entendeu o recado. E deu no que deu.

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