O cipó de aroeira do Bolsonarismo

Não há muito que comentar sobre o longo depoimento do tenente-coronel Mauro Cid à Polícia Federal. Fosse único, já seria uma espécie de adaga no pescoço do ex-chefe. O mais dramático, no entanto, é que as informações deslindadas pelo ex-ajudante de ordens são acrescidas de dois depoimentos poderosos. Depoimentos de dois comandantes, Freire Gomes, do Exército; e Baptista Júnior, da Aeronáutica. Na malta bolsonarista o clima é de velório. Outra questão que pesa para diminuir o moral do entorno de Bolsonaro são os depoimentos desesperados de participantes da tentativa de golpe de oito de janeiro de 2023. Tem gente de todo tipo chorando e pedindo clemência nas redes sociais; de empresário exilado nos EUA, que se diz arruinado e abandonado, e que não entende porque não existe SUS na terra do Tio Sam; a cantor e pastor gospel, que foragido, se diz perseguido pelo STF. Parlamentares bolsonaristas já perceberam o perigo desse tipo de discurso viralizar e, comandados pelo senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), querem emplacar uma Anistia Já.

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