O senador Hamilton Mourão e o “pau de arara”

Quem anda todo prosa e com um sorriso maroto pelos corredores do Senado é o atual senador e ex-vice-presidente, Hamilton Mourão, que também é general da reserva. Escanteado por Jair Bolsonaro ainda na metade do governo, não foi convidado para as reuniões golpistas. Sorte a dele. Mourão é uma espécie de Bolsonaro mais evoluído, com terceira grau e um inglês razoável. É difícil que não soubesse nada sobre a conspiração, como vem dizendo à imprensa reiteradamente. Diz, ainda, que na única vez que encontrou com Bolsonaro, depois da eleição, sugeriu que fizesse um discurso reconhecendo a derrota, pedindo que a turma acampada em portas de quartéis fosse para casa e animasse a oposição com um discurso. Um verdadeiro democrata. Não funcionou. Mourão diz que o fim do governo foi melancólico e jogando para a torcida, afirma que o tenente-coronel Mauro Cid foi submetido ao que chama de “pau de arara do século XXI” e por isso se decidiu pela delação premiada. De “pau de arara” ele deve entender.

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