Mancha indelével

O União Brasil, que na Bahia tem se mostrado um partido tão politicamente correto, deveria repensar a manutenção do empresário Teobaldo Costa em seus quadros. E rever a decisão de lançá-lo novamente pré-candidato a prefeito de Lauro de Freitas. A mancha é indelével. A rede Atakarejo, de propriedade de Teobaldo, para evitar não ser condenada judicialmente e as consequências não respigarem naqueles que são seus responsáveis civis e criminais, pagou uma indenização de R$ 20 milhões em danos morais coletivos pelas mortes de dois jovens negros que foram flagrados realizando furtos na filial de Amaralina em Salvador. Em vez de conduzi-los a uma delegacia de polícia, a segurança privada da rede Atakarejo, na ocasião (2021), os entregou à facção criminosa do bairro, que os submeteu sumariamente à pena de morte. O lamentável episódio não condiz com o estado democrático de direito tão ressaltado em discursos pelos políticos do União Brasil.

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