Comenta-se nas rodinhas policiais-políticas que o delegado Rivaldo Barbosa vai ser abandonado por seus comparsas e entregue aos “leões”. O nível de corrupção e promiscuidade com o crime é muito alto nas policiais cariocas, o que significa dinheiro a rodo. A primeira meta é impedir que se puxe o fio, que pode mandar muita gente acima de qualquer suspeita para o xilindró. Nesse mundo pragmático e “profissional”, o fracasso (ser preso) é imperdoável. O raciocínio é simples. Atribui-se todas as falcatruas, desvios e barbaridades ao bode expiatório (Rivaldo), aplaca-se o clamor popular, esfria-se o clima de indignação, os mais visados submergem, a poeira abaixa e volta tudo ao normal. Perdem-se os anéis, mas preservam-se os dedos. Inteligente, não? Essa estratégia só tem uma contraindicação, pode levar o bode expiatório a uma deleção premiada. É um jogo de xadrez.