Por incrível que possa parecer, a prisão do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Rivaldo Barbosa, no último domingo, não surpreendeu a população carioca. Por uma razão muito simples. Nos últimos 15 anos, quatro chefes de polícia civil no Rio de Janeiro foram presos por suspeita de envolvimento em crimes. O delegado Rivaldo Barbosa não foi o primeiro e, muito provavelmente, não será o último. Segundo a investigação da Polícia Federal (PF), que investiga os assassinatos da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista dela, Anderson Gomes; Rivaldo criou uma organização criminosa dentro da Polícia para praticar crimes variados. Corrupção, obstrução, tráfico de influência e até fraudes processuais. Em contrapartida, ganhou muito dinheiro paralelo que, segundo a PF, era lavado pela mulher dele. Em 2008, Álvaro Lins, ex-chefe da Polícia Civil, na época deputado estadual, foi preso por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha armada, corrupção passiva e facilitação ao contrabando. Também em 2008, a PF prendeu o delegado Ricardo Hallak, por corrupção, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Foi condenado a cinco anos e nove meses de prisão. Em 2022, o ex-secretário de Polícia Civil Allan Turnowski foi preso por suspeita de organização criminosa e envolvimento com o jogo do bicho.