Embora a prefeitura de Salvador venha se gabando de estar gerando mais empregos do que o governo do estado, sem explicar de forma convincente a metodologia adotada para chegar a esse resultado, o que se vê na capital baiana é o fechamento sequencial de tradicionais bares e restaurantes. Porto do Moreira, Shiro, Kirin e Larriquerri são apenas uma pequena mostra de estabelecimentos intensivos em mão de obra que ficaram no passado. O mais recente e ainda não noticiado é o antológico Habeas Copus na Barra. O boteco ensejou até a criação de um circuito carnavalesco em homenagem a seu dono, Sérgio Bezerra. Foi ideia dele a animação das quartas-feiras de Carnaval com a bandinha de sopro que partia de seu bar e percorria o bairro, atraindo milhares de pessoas. Uma série de motivos tem causado a falência desses negócios que mantinham viva a economia noturna de Salvador, a cada dia mais em frangalhos. Não são inocentes neste desastre tanto a prefeitura quanto o governo do estado. Por isso, não insistiam em ficar disputando quem é o campeão do Caged.