A situação do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, não é nada boa. O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação da chapa que venceu as eleições, na qual consta, também, o vice-governador Thiago Pampolha. O MPE pediu ainda que fiquem inelegíveis até 2030 e paguem multa proporcional ao desvio. A ação foi iniciada pelo presidente da Empresa Brasileira de Turismo, Marcelo Freixo (PT), candidato derrotado por Castro no primeiro turno. Segundo a denúncia, Castro e Pampolha contrataram cabos eleitorais através da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) dois meses antes das eleições. O parecer revela que R$ 226 milhões de recursos públicos foram desviados. Foram contratadas 27 mil pessoas sem processo seletivo. Os nomes não foram publicados no Diário Oficial, não apareciam em consultas públicas e alguns sacavam os salários na boca do caixa do Bradesco, que paga o salário dos servidores do estado.