A cabeça do secretário da PM na bandeja de Cláudio Castro

A condução da Segurança Pública no estado do Rio de Janeiro continua trágica, embora em muitos momentos pareça uma piada de mal gosto. Um bom exemplo é a posse do novo secretário da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira, na última quarta-feira (25/04). Ele substituiu o também coronel, Luiz Henrique Marinho Pires. Até os postes da avenida Rio Branco sabem que Pires caiu por pressões externas, das tais “forças terríveis” às quais se referia o presidente Jânio Quadros (1917-1992). Tudo indica que o secretário de Segurança Victor César Santos não pretendia demitir o chefe da PM, mas foi obrigado a fazer o trabalho sujo. Visivelmente constrangido, Victor César Santos pediu desculpas ao demitido, em seu discurso durante a posse do novo dono do cargo. Algo nunca visto em solenidades semelhantes. Santos deixou claro que não engoliu a intervenção. O governador Cláudio Castro, que pode ser cassado e já vendeu mais de 100% da alma ao diabo, buscando salvação, fez cara de paisagem. Resta saber que forças tão poderosas são essas que conseguiram derrubar o ocupante de um dos cargos mais estratégicos da Segurança do estado, à revelia do secretário. O Rio de Janeiro continua inovando e surpreendendo.

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