Se não houver uma reviravolta, daquelas espetaculares, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, terá julgado hoje, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), um pedido de cassação do mandato. Ele é acusado de abocanhar milhões e milhões de reais do Centro Estadual de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). A Procuradoria Eleitoral do Ministério Público Federal (MPF) pediu também a cassação do vice-governador, Thiago Pampolha (MDB), do presidente da Assembleia Legislativa do estado (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), e mais onze pessoas. Segundo os procuradores Neide Cardoso e Flávio Paixão, os acusados praticaram ilícitos eleitorais e abuso do poder político e econômico, ao utilizar descaradamente a máquina pública durante a campanha para a reeleição ao governo do estado, nas eleições gerais de 2022. Além de Castro, Pampolha e Bacellar, o MPF também pediu a cassação de Áureo Ribeiro (deputado federal), Max Lemos (deputado federal), Leonardo Vieira Mendes (deputado estadual), Gutemberg de Paula Fonseca (suplente), Bernardo Rossi (secretário de Ambiente e Sustentabilidade do RJ) e Marcos Venissius da Silva Barbosa (suplente). Com exceção de Thiago Pampolha, os procuradores pediram que os acusados se tornem inelegíveis pelo período de 8 anos, a partir das eleições de 2022. Se for cassado, Cláudio Castro será o sétimo governador do estado a ser preso ou afastado do cargo em apenas oito anos.