Cláudio Castro precisa de um milagre ou…

Não fosse o Rio de Janeiro um estado que frequentemente desafia a lógica e onde acontecem viradas de mesa espetaculares; e seria possível apostar todas as fichas na cassação do governador Cláudio Castro. A Ação, que no TER, o acusa de desvio de vultosos recursos no Ceperj e na Uerj, para comprar apoiadores e eleitores nas últimas eleições, é farta em provas. E, portanto, o voto do relator, Peterson Barroso Simão, só poderia ser pela cassação dele, do vice, Thiago Pampolha; e do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. O julgamento, que teve início na quinta-feira (16/05), foi suspenso após o pedido de vista do desembargador Marcello Granado. A nova sessão está marcada para a próxima quinta-feira (23/05). E sete desembargadores vão avaliar se seguem ou não o voto do relator. Sem ter muito o que fazer, o governador diz que “mantém a sua confiança na Justiça Eleitoral e no respeito à vontade de 5 milhões de eleitores do Estado do Rio de Janeiro que o elegeram em primeiro turno com 60% dos votos”. Apesar da aparente calma, o clima é de fim de festa no Palácio das Laranjeiras. Diz o relator em seu voto, “Nos meses que antecederam as eleições de 2022, valores significativos foram direcionados a Ceperj e distribuídos na boca do caixa bancário para mais de 20 mil pessoas contratadas sem critérios objetivos, com pagamentos sem identificação das pessoas. Alguns eram cabos eleitorais e outros “fantasmas”, praticando dessa forma abuso do poder político e econômico, com finalidades eleitoreiras para a reeleição”.

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