Para surpresa de ZERO pessoas, o Conselho de Ética (?) da Assembleia Legislativa, por 4 votos a 2, arquivou a representação feita contra a deputada Lúcia Helena Pinto de Barros, conhecida como Lucinha (PSD). Ela é acusada de ser o braço político da maior milícia do estado. Por acaso, Lucinha tem seu eleitorado concentrado na Zona Oeste da Cidade, dominada completamente por várias milícias. A justificativa dos nobres deputados foi a de sempre, “as provas atualmente constantes dos autos não permitem concluir de forma inequívoca pela participação da deputada nos delitos imputados”. Uma investigação liderada pelo Ministério Público, provou, através da quebra de sigilo telefônico do miliciano Domingos Barbosa, que ele encontrou, pelo menos, 15 vezes, inclusive na ALERJ, com a deputada e a assessora dela, Ariane Afonso Lima. Nas ligações grampeadas, Barbosa chama Lucinha de “madrinha”. Barbosa era um dos comparsas do miliciano Zinho, que se entregou à Polícia Federal, em dezembro de 2023, temendo ser assassinado. Lucinha foi afastada do cargo, em dezembro, quando surgiram as acusações e provas contra ela, pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça. Mas a Assembleia suspendeu a decisão em fevereiro e instaurou o processo disciplinar, que terminou na pizza gigante de agora. As provas recolhidas são robustas, mas nada valem para a ALERJ.