No entanto, o que todos querem saber é porque Alexandre Ramagem, delegado da Polícia Federal e policial experiente, guardou provas que o incriminam e incriminam seus cúmplices. Existem duas versões. 1- Seguro de que Bolsonaro seria reeleito ou, sendo derrotado nas urnas, o golpe de oito de janeiro seria bem-sucedido, Ramagem relaxou e não se preocupou em destruir provas. 2- Temendo que tudo desse errado, Ramagem decidiu guardar as provas para não “pagar o pato” sozinho. Ele sabe muito bem que Bolsonaro costuma abandonar os aliados que caem em desgraça. E mostrando que dois dos seus superiores estavam na reunião, poderia usar o velho e surrado argumento de que apenas cumpria ordens. Essa versão, aliada a uma deleção premiada, pode “colar”. O que se sabe até agora é que Jair Bolsonaro anda se referindo a Ramagem com termos nada gentis. E de homem de confiança passou a “Calabar”.