No contexto de viagens aéreas, especialmente em voos prolongados e transoceânicos, a pressurização da cabine, embora controlada, ainda resulta em níveis de oxigênio mais baixos do que no solo, o que pode impactar a perfusão cerebral, especialmente em indivíduos que já têm uma lesão ou risco de sangramento no cérebro. Se um hematoma subdural crônico começasse a se expandir durante o voo, causando aumento da pressão intracraniana, seria difícil obter intervenção adequada a tempo. Por essas razões, a recomendação médica para evitar viagens longas, como a de Lula para a Rússia, em um período de observação após o traumatismo craniano, é extremamente sensata.