O movimento de Rui Costa reacende velhas tensões na base governista, como analisa Victor Pinto no referido artigo. O PSD de Otto Alencar observa com cautela, ciente de que uma candidatura de Rui ao Senado reduziria seu espaço político, tenderia a minar Coronel. Jaques Wagner, por sua vez, busca preservar o equilíbrio e sua autoridade moral no grupo, enquanto Jerônimo Rodrigues tenta se firmar como governador sem entrar em disputas internas. O problema é que Rui, de perfil centralizador, não costuma dividir protagonismo. O discurso da pesquisa serve de cortina para uma estratégia pessoal. No fim, a unidade do grupo pode novamente depender de Lula, hoje o único capaz de arbitrar os egos e definir o futuro da sucessão na Bahia.