Deus nos acuda na ex-cidade maravilhosa II

Até as pedras do calçadão de Copacabana sabem que existe uma relação perniciosa e promíscua entre as polícias do Rio de Janeiro e o crime organizado. Boa parte dos milicianos ou é ou já foi policial militar ou bombeiro. Da mesma forma, o tráfico não sobreviveria sem subornar policiais, civis e militares, com o famoso “arrego”. Em algumas regiões da cidade, batalhões inteiros recebem os “dividendos”. E para governar o estado existem duas opções: se aliar ou se omitir, deixando o problema a cargo da cúpula da Segurança. Por isso, raramente os chefões das favelas são presos nessas operações do tipo Alemão-Penha. Por coincidência, o principal alvo da operação, Doca, conseguiu fugir.

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