Boa parte do meio político e empresarial anda em sobressalto desde a operação de busca e apreensão que atingiu ambientes residenciais e profissionais de Augusto “Guga” Lima, ex-sócio do Banco Master e atual controlador do Banco Voiter, rebatizado como Pleno. Guga, que realizou dois aportes de R$ 180 milhões, tornou-se ao longo dos anos uma figura de trânsito amplo, da política à iniciativa privada. Agora, o desconforto não se limita ao setor financeiro. Parceiros na área imobiliária, aliados políticos de diferentes espectros — da esquerda à direita — além de vereadores, deputados federais, prefeitos e ex-prefeitos, governadores e ex-governadores, magistrados, promotores e uma extensa lista de advogados baianos com contratos relevantes com o Master estão, todos sem exceção, atentos ao desdobrar dos fatos. É que Guga sempre foi conhecido por sua “generosidade” e por “ajudar os seus”, especialmente em campanhas eleitorais e articulações variadas.