A passagem relâmpago de Oscar Schmidt pela política

Ao voltar da Itália, depois de encerrar a carreira no basquete, Oscar foi convidado a assumir a Secretaria de Esportes no governo de Celso Pitta, em 1997. Oscar não veio ao mundo para perder ou ser mais um. Ele tinha uma autoestima elevadíssima e acreditava que poderia chegar onde quisesse e aceitou ser preparado para a carreira política. Maluf acertou com Pitta e apostou também em Oscar. A especialista em construção de imagem, que foi responsável pela construção da carreira de Celso Pitta à Prefeitura de São Paulo, a jornalista e publicitária baiana Nádya Risocelly, foi convidada para preparar também Oscar Schmidt. Tanto tempo fora do Brasil, Oscar, enquanto aprendia o funcionamento dos Poderes da República, lidava com os bastidores da política como secretário de Esportes. O projeto inicial era ser deputado federal, mas Oscar pensava grande e, malufista, não resistiu ao convite de Paulo Maluf para ser candidato ao Senado pelo PPB, mesmo contra a indicação de Nádya Risocelly, que afirmava que o adversário era imbatível, o petista Eduardo Suplicy. Oscar foi bem votado, mas perdeu a eleição. O ídolo abatido não estava preparado para perder e nem para jogar o jogo político. Na política, não dependia só de sua garra e determinação. Talvez acreditasse que enterraria sua bela carreira no esporte e perderia o lugar que conquistou como atleta e o título de ídolo de todos os brasileiros, independentemente de ideologias políticas.

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