Fogo no parquinho: a deleção de Rodrigo Bacellar

O fim de semana foi de desespero, acusações de traição e ameaças na grande Delegacia na qual se transformou a política do Rio de Janeiro. O ex-presidente da Assembleia Legislativa do estado, Rodrigo Bacellar (União) — elemento central de um robusto esquema de corrupção e elo de ligação com a organização criminosa, agora transformada em organização terrorista pelo governo de Donald Trump, Comando Vermelho — fechou um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Os mais próximos de Bacellar juravam que ele respeitaria o famoso código do silêncio da Máfia Italiana, a Ormetá, mas tudo indica que ele vai quebrar o juramento. Mesmo com o benefício da prisão domiciliar, Bacellar não aguentou a pressão. O que mais preocupa os parceiros do ex-presidente da ALERJ é um esquema de mesadas para deputados estaduais. Só esse item da delação representa a devolução de mais de 300 milhões de reais aos cofres públicos.

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