“Durante muito tempo, procurei na política uma mulher que me representasse. Hoje compreendo que minha busca era outra: eu procurava o feminino. Não falo do feminino como gênero, biologia ou papel cultural. Falo de uma dimensão da natureza humana, presente tanto em homens quanto em mulheres: a capacidade de acolher sem se anular, exercer autoridade sem dominar, cuidar sem controlar, transformar sem destruir. Vivemos uma crise que talvez seja mais profunda que a crise das instituições: uma crise de imaginação ética. Perdemos a capacidade de imaginar o poder como serviço à vida.” (Alayde Avelar Freire Sant’Anna)