Protesto irresistivelmente charmoso

O vídeo de uma professora da cidade de Macarani, no interior da Bahia, reagindo ao governador Jerônimo Rodrigues e mostrando a realidade do ensino público estadual, está viralizando nas redes sociais. Com muito charme e elegância, a pró Lucineide, que ensina química no Colégio Estadual São Pedro daquela cidade, rechaça a tentativa de Jero de imputar aos dedicados lentes a culpa pelo fracasso escolar baiano e expõe sem meias-palavras as dificuldades enfrentadas pela classe docente para promover a educação na Bahia. Reclama do ambiente escolar analógico em plena era da tecnociência. Denuncia que a escola reformada, entregue pelo governador no ano passado, vira uma peneira em dias de chuva. As salas de aulas são verdadeiras saunas, porque não há subestação de energia, tampouco laboratório de ciências e biblioteca. Não se oferece o mínimo de infraestrutura ao ensino que se dá apenas pelo esforço e dedicação dos professores. Será que Jero não vai se render ao protesto da bela e charmosa pró Lucineide e se retratar das bobagens que disse?

Bolsominion Bank

Após o sucesso surpreendente e preocupante da manifestação de Bolsonaro na Paulista, a ordem do Palácio do Planalto é minar todo o aparato que deu e ainda dá sustentação ao Mito, principalmente no âmbito financeiro. Além de pastores multimilionários, um banco em especial entrou na alça de mira.

Bolsominion Bank II

Nem mesmo a ligação estreita de um de seus sócios com Jaques Wagner e Rui Costa será capaz de blindar o Bolsominion Bank, maior financiador indireto da campanha de Jair Bolsonaro à reeleição e de Tarcísio de Freitas ao governo de São Paulo, da ira do Palácio do Planalto. Para o Mestre atual da nação e alguns de seus aliados mais confiáveis, não existe perdão para alguns dos pecados capitais que o banco cometeu. A penitência será conhecida em breve.

Recado para a Coelba

O bicho está pegando para a Coelba e demais concessionárias de distribuição de energia que prestam péssimos serviços à população. Não à toa, o governador Jerônimo Rodrigues estava sendo paparicado pela espanholada da Iberdrola em sua visita ao país da Península Ibérica. Os controladores espanhóis do Grupo Neoenergia estão temerosos com a possível perda da concessão e o fim da fácil alta lucratividade da companhia baiana, que nada investe do arrecadado para a melhoria do sistema elétrico no estado. O recado foi dado pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa: “A população só referendará uma renovação da concessão se ela estiver minimamente satisfeita com o serviço público”. Deixou claro que a melhoria dos serviços prestados será imprescindível à renovação. Se depender do povo da Bahia, tchau, Coelba!

Projeto em regime de urgência

Para deixar o pessoal da Coelba ainda mais angustiado, já tramita em regime de urgência na Câmara Federal o projeto de lei 4.831/2023, de autoria do deputado baiano João Carlos Bacelar (PL). A proposta do parlamentar disciplina o processo de prorrogação das concessões de distribuição de energia elétrica. Prevê ressalvas à prorrogação, como o prazo limite de 15 anos. Opõe-se ao desejado pelo Ministério de Minas e Energia que pretende estabelecer por decreto o prazo por mais 30 anos. Vítima da Coelba na Bahia, Jonga Bacelar condicionou também a renovação do contrato à qualidade dos serviços prestados pelas concessionárias de distribuição de energia. 

Cidade sem luz e Cotreva

A última da Coelba, depois do blecaute do Carnaval, foi deixar esta semana sem energia a Cidade da Luz. O famoso templo espírita, localizado no bairro de Pituaçu, em Salvador, ficou às escuras, assim como toda a região. A empresa do grupo Neoenergia e da espanholada da Iberdrola deve achar que o breu favorece o culto ao espiritismo, porque demorou para o problema ser resolvido. Teve gente que frequenta o local que disse que a Coelba é a companhia das trevas e não de energia elétrica. “É a Cotreva!”.

Lira quer ter o comando da CCJ da Câmara e o seu candidato é um deputado baiano

O presidente da Câmara Federal, Arthur Lira, não quer entregar ao PL a presidência da Comissão de Constituição e Justiça. O seu candidato é o deputado federal do União Brasil da Bahia, Arthur Maia, que, por sinal, já presidiu a referida comissão.

Combinação de incompetências

O que se pode esperar de uma cidade que tem uma empresa de saneamento, utilizada como instrumento político pelo governo estadual, e uma prefeitura que contrata uma empreiteira sem o mínimo compromisso com a qualidade para construir um discutível BRT? Nada diferente do que o alagamento na Avenida Lucaia ocorrido na manhã de ontem. Não culpem São Pedro pelo amor de Deus! Não caiu um pingo de chuva na região. Certamente foi o resultado de uma combinação de incompetências que geram lucros para alguns e prejuízos para a população.

Crise financeira atinge os evangélicos

A arrecadação de dízimos caiu quase 80%, a frequência nos chamados templos reduziu muito. Os evangélicos estão preocupadíssimos e querem que a Câmara dos Deputados reduza impostos que eles pagam. O único que ainda tem gordura para queimar é Edir Macedo. O pastor Silas Malafaia, que tanto se gaba de ter promovido o ato da Av. Paulista, não revela que é empresário da área de eventos e também da área gráfica. Ele aproveitava o fato de ser evangélico e ganhava muito dinheiro no governo Bolsonaro. 

Bolsonaro fez do Palácio dos Bandeirantes o seu hotel

O ex-presidente Jair Bolsonaro chegou e não saiu do hotel até se internar num hospital para fazer revisão, já que, sem obedecer às recomendações médicas, tem sentido muitos problemas de saúde.

Office-boy de luxo

O vice-governador estadual, pré-candidato a alcaide da capital baiana, tenta encaixar um discurso para a contenda política. Algum marqueteiro de segunda soprou no ouvido dele e ele está a repetir todo prosa: “Salvador precisa deixar de ter um gerente para ter um prefeito”. A ancestral molecagem baiana não deixou de graça. “Então se vai trocar o gerente por um office-boy?” A irônica indagação faz todo o sentido. Afinal, quando estava na Câmara Municipal, o vereador Geraldo Júnior muitas vezes se esqueceu de sua atribuição de representante do povo para servir de office-boy de luxo.

CPI da Braskem tem pauta e quer saber como ela é dona de 20% de Maceió

A CPI da Braskem esteve reunida ontem em Brasília e traçou um organograma de como vai atuar. Um dos primeiros pontos é saber como a Braskem é dona de 20% da capital alagoana. Todo mundo vai ser chamado: diretores da Braskem, donos da Odebrecht, técnicos especializados, etc. A coisa vai ser dura. 

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