A nova fase da Operação Vigilância Aproximada da Polícia Federal, que visa o vereador do Rio, Carlos Bolsonaro, do Republicanos, abre um capítulo na cena política brasileira de consequências imprevisíveis. A PF já sabe que o ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu informações da ABIN paralela. A situação vai se agravar.
Câmara e Senado voltam hoje ao trabalho
A grande expectativa da volta, hoje, da Câmara e do Senado é se o espião Alexandre Ramagem vai comparecer à sessão da Câmara. Ele espionou vários companheiros. Já se sabe que ele está alijado de uma comissão especial do Congresso e será expulso.
Dias Toffoli sob suspeição ao perdoar débito de R$6,8 bilhões da Odebrecht
O ministro do STF, Dias Toffoli, é o assunto de Brasília nas últimas 48 horas porque perdoou um débito da Odebrecht, hoje Novonor, no valor de R$6,8 bilhões, em valores corrigidos, multa aplicada durante a Operação Lava Jato com a própria empresa reconhecendo a prática de corrupção.
Atitude de Dias Toffoli abre o rebanho
A última atitude de Dias Toffoli com a Odebrecht vai abrir o rebanho e vão passar mais quatro empreiteiras. Duas da Bahia: OAS e UTC. Uma de Minas Gerais, a Andrade Gutierrez e outra de São Paulo, a Camargo Corrêa. Devem bilhões, foram punidas, mas vão na onda da Odebrecht.
PGR de olho
A Procuradoria-Geral da República está de olho nas decisões de Dias Toffoli e, com isso, vamos ter algumas denúncias envolvendo advogados e advogadas ligados a ministros do STF.
Lula e Tarcísio dão uma lição de civilidade política
Ontem, em Santos, o presidente Lula e o governador Tarcísio de Freitas assinaram um relevante acordo que vai dar uma obra de tal importância ao estado de São Paulo. O que chamou a atenção da solenidade foi o clima cordial entre os dois governantes e o ato provocou gostosas gargalhadas do governador de São Paulo com ações de Lula. Este fato comprova que política se faz com razão e coração e não com o fígado para expressar ódio e rancor. De parabéns, Lula e Tarcísio.
Tiradas autopromocionais
Nas suas exageradas odes à baianidade em tiradas para se autopromover pelo mundo, o publicitário Nizan Guanaes saiu com essa ao lhe perguntarem por que não morava na Bahia, já que era uma terra tão boa: “Porque lá eu não me destaco, pois todos são baianos”, disse, segundo ele, sob a inspiração do “Orixá”. Apesar de toda essa devoção, acontece de Nizan dar uma escorregada ou tomar um tombo em suas passagens pela sua “Boa Terra”.
Desejo abortado
Ainda no final do século passado, já bem-sucedido na publicidade nacional, Nizan Guanaes teve abortado o desejo de ser prefeito de Salvador depois de um telefonema do então todo-poderoso ACM. O Cabeça Branca não teria sido consultado e lhe fez um telefonema ameaçador para que não insistisse com o propósito que não recebera a sua bênção. Alguns anos atrás, Nizan acabou sendo linchado na internet por ativistas do identitarismo sob a acusação de apologia ao escravagismo negro. Na ocasião, circulou pelas redes sociais a foto de sua mulher Donata Meirelles ao lado de duas baianas na comemoração do aniversário de 50 anos dela em Salvador.
Ego colossal
Depois do episódio da foto que retrataria uma sinhazinha e suas mucamas, Nizan procurou ser mais discreto em suas investidas na Bahia. Não é que nesta semana sai uma nota lhe provocando na coluna de um site. Informa que ele trocara o Carnaval de Salvador por Trancoso, insinuando que a mudança de destino seria motivada pela perda da intermediação dos patrocínios da festa, negócio implantado por ele na gestão de João Henrique. Em seu lugar, assumiu as transações um publicitário provinciano, que desde então ganha todas as licitações. Mexeu com o ego colossal de Nizan. Em outro site, ele respondeu dizendo que passará o Carnaval em Salvador e publica seu extenso currículo e conquistas no mundo publicitário, dando a entender que a troca de comando do negócio dos patrocínios não passou pela esfera da competência e conhecimento de causa.
Tabata é o Ás da sucessão
O presidente Lula tem feito muitos elogios à deputada federal Tabata Amaral, do PSB, candidata à prefeitura de São Paulo. Ela tem fortes apoios, mas Lula já revelou que se houver qualquer atropelo, se Boulos não for para o 2º turno, ele vai apoiar Tabata. Já no Nordeste, Lula sabe que perde em Salvador, por isso, o PT não lançou candidato, mas tem esperanças em Maceió e em Belém do Pará, graças a Renan Calheiros e a Jader Barbalho.
Lula e Janja são fãs da parlamentar paulista
Tabata Amaral conta também com a admiração e o carinho do presidente Lula e de Janja, que por sinal já receberam ela no Palácio. Ontem, Tabata deu uma bela resposta ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que tentou minimizar o namoro dela com o prefeito mais bem avaliado do país, o prefeito de Recife, João Campos. Como se vê, a menina está dando trabalho.
Atrás do trio elétrico só vai turista
Já se foi o tempo em que o refrão da música de Caetano Veloso, inspirada nos românticos carnavais do início dos anos 1970, era uma realidade. Atualmente, atrás do trio elétrico, símbolo da folia de Salvador, só vai quem é turista. Estima-se que 70% dos compradores de blocos e camarotes são forasteiros. O custo para a diversão nesses espaços privativos que dominam a festa não é acessível à empobrecida população soteropolitana, cuja renda per capita só tem caído, embora o cofre da prefeitura esteja cada vez mais abarrotado. Aos cidadãos nativos, sobra, para os de baixa renda, a concorrência selvagem da venda de cerveja nos isopores. Para os meeiros, algum bico num camarote para posar de bacana. Já os barões da folia, associados aos poderosos da política, ficam com os lucros do negócio em que se transformou aquela que um dia foi a manifestação popular da alegria baiana. O jovem Caetano que percebeu a novidade há mais de 50 anos hoje é um idoso burguês. Morreu quem ia atrás do trio elétrico…