A camisa mais cara do mundo é do Real Madrid

O clube madrilenho acaba de fechar com a empresa americana de tecnologia HP, que vai pagar 375 milhões por um ano para colocar sua marca na camisa madrilenha. O Real já tem compromissos com a Fly Emirates e a Adidas. No total, somam 1 bilhão de patrocínios por ano. 

Governo Bolsonaro colocou 1,7 milhão de pessoas no Bolsa Família

Ontem, as nomeações foram afastadas pelo novo governo. O ex-deputado federal Onyx Lorenzoni foi o primeiro a ocupar o ministério para distribuir Bolsa Família. Em seguida, outro deputado federal, João Roma, ocupou o cargo. Onyx Lorenzoni, que perdeu o governo do Rio Grande do Sul, afirmou que, se houve irregularidades, não foi da gestão dele. Se aguarda o pronunciamento de João Roma que é presidente do PL na Bahia. 

Oferenda para a rainha do mar

Os sócios da corretora SEVEN fizeram uma corrente forte de fé e pediram que Iemanjá devolvesse para o mar um corretor chamado Peixinho, que vive aprontando muitas peripécias. O modus operandi já é bastante conhecido, estando em rota de colisão com o gigante do mercado financeiro, não podendo representar o Banco BTG, que ostenta uma história de credibilidade nacional. O corretor simulou também uma doença de invalidez permanente para ganhar uma polpuda indenização. Muitas instituições já estão “de olho” nesse agente arteiro da corretora e que está prestes a ser desmascarado, ou melhor, detonado por uma das cinco maiores instituições financeiras do país. Com certeza, a Rainha do Mar não vai devolver a oferenda!

Baile da Saudade

Tenta-se até enganar com o repertório ao tocar o mais recente lixo musical. Mas as estrelas da festa estão foscas. São décadas de Bell, Daniella, Ivete, Ricardo Chaves, Banda Eva, Carlinhos Brown, Luiz Caldas, Cláudia Leite, É O Tchan, Olodum, Ilê Aiyê, Armandinho, etc. Com tais protagonistas, o Carnaval de Salvador virou com certeza o Baile da Saudade. Não tem Botox nem silicone que segure! E não venham com acusações de “etarismo”. Estamos apontando a falta de renovação da folia baiana, que há muito vê esmaecer o brilho que teve um dia pela originalidade e criatividade a partir do advento do trio elétrico, há mais de 70 anos. É notória a queda vertiginosa da qualidade das canções e da indigência musical, onde já houve tanta diversidade rítmica: frevo, rock, baião, ijexá, samba-reggae e mesmo a axé music, que pasteurizou tudo e principiou a decadência, no equívoco de acharem que nela estava o elixir da juventude. Ledo engano.

As barbas de Ramagem no molho do abandono

Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Flávia Arruda, ex-ministra da Secretaria de Governo e seu antecessor, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. O que essas pessoas têm em comum? Todas ocuparam ministérios no governo Bolsonaro e todas foram espionadas pela Agência Brasileira de Inteligência-Abin. Para complicar o imbróglio, deputados federais, de início, aliados dos Bolsonaros, mas que divergiram em algum momento, também foram rastreados pelo programa espião First Mile, entre eles, Rodrigo Maia, Alexandre Frota, e o deputado federal Kim Kataguiri (UB). Todos os dias a lista de espionados é atualizada. Nos corredores do Congresso não se fala de outra coisa e já existe um grupo suprapartidário disposto a dar um “corretivo” no atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ouve-se muito a expressão “cortar o mal pela raiz”, o que na linguagem congressual significa cassação de mandato. A única dúvida é quanto à tipificação do crime. Mas já há juristas “voluntários” e “desinteressados” dispostos a contribuir com uma peça irretorquível. É bom Ramagem “botar as barbas de molho” porque os Bolsonaros costumam abandonar “os caídos”.

Eleitores armados

O ex-presidente Jair Bolsonaro compareceu, no último sábado (03/02), ao enterro do soldado da ROTA (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) Samuel Wesley Cosmo, assassinado na sexta-feira (02/02) durante ação na Baixada Santista. Bolsonaro, como se esperava, deixou o local sem falar com a Imprensa. Ele foi acompanhado pelo advogado Fabio Wajngarten, secretário de Comunicação durante seu governo. O subsecretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, também esteve presente, assim como o delegado-geral Artur Dian. Policiais militares de diversos batalhões acompanharam a cerimônia. Cosmo é o segundo soldado da Rota morto em confronto nos últimos seis meses. Em julho do ano passado, o soldado Patrick Bastos Reis, 30, também da Rota, foi morto durante uma ação no Guarujá, no litoral paulista. Após o assassinato, a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos) colocou em ação a Operação Escudo. Ao menos 28 pessoas foram mortas entre os dias 28 de julho e 5 de setembro em Guarujá e Santos.

Eleitores armados II

Além da solidariedade, a presença de Jair Bolsonaro no enterro do soldado Cosmos tem muito de cálculo político. O ex-presidente escolheu para o candidato a vice-prefeito na chapa de Ricardo Nunes (MDB), que concorre à reeleição para a prefeitura de São Paulo, o coronel aposentado da PM, Mello Araújo, ex-comandante da Rota, à qual pertencia o soldado Cosmos. No governo Bolsonaro, Mello Araújo presidiu a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo – CEAGESP. Durante sua gestão, Mello Araújo nomeou 22 PMs para os 26 cargos comissionados na Ceagesp e permitiu a instalação de um clube de tiro nas dependências da instituição. Em uma entrevista ao portal UOL, em 2017, o ex-comandante da Rota afirmou que recomendava abordagens diferentes para cidadãos da periferia e de bairros ricos. “É uma outra realidade. São pessoas diferentes que transitam por lá. A forma de abordagem tem que ser diferente”.

Eleitores armados III

Instituições militares e policiais são os ambientes preferidos de Bolsonaro. E há que se reconhecer que ele tem um público fiel nesses setores. E isso nada tem de casual. Só nos dois primeiros anos de mandato, Jair Bolsonaro participou de 24 formaturas de militares ou policiais — uma média de um evento desse tipo por mês. Nessas ocasiões, fazia discursos defendendo as pautas preferidas das corporações. Em 24 solenidades computadas foram formados 13,5 mil pessoas, entre Exército, Marinha e Aeronáutica; e das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal. Foram 13 solenidades desse tipo em 2019 e outras 11 em 2020. Do total, 16 eram das Forças Armadas e 8 de polícias. A instituição com mais formandos foi a Marinha (4.915), seguida do Exército (3.687) e da PRF (1.850). Incluindo famílias e amigos, é um belo eleitorado. 

Bom dia a cavalo

O presidente da OR, braço imobiliário da Novonor, antiga Odebrecht, Eduardo Pedreira, perdeu uma grande chance de ficar calado. Mas não. Tentou dar uma de gato mestre e se deu mal com a retórica enviesada que usou numa recente entrevista à imprensa baiana. Talvez tenha repetido o orientado por algum consultor de crise fajuto, contratado para a difícil missão de justificar a construção de duas torres na Praia do Buracão, em Salvador.

Fumaça e fogo 

O projeto da antiga Odebrecht está sendo combatido pela comunidade local por causa do risco de sombreamento na faixa de areia. Na entrevista, o executivo chegou a admitir a ocorrência do problema. Só garantiu que não vai acontecer no verão, outono e primavera. Mas no inverno… Para atenuar, disse que apenas 7% da Praia do Buracão sofrerá sombreamento pelos espigões. Sustentou a afirmação com base em estudo de especialista da USP. Hummm… Onde tem fumaça, tem fogo. Em tempo de mudanças climáticas, dá pra acreditar neste prognóstico?

Pecado capital

O CEO odebrechtiano não ficou só nisso. De formação em engenharia civil pela UFBA e pós-graduado em finanças pela FGV, ele se saiu também com uma argumentação sociológica para lá de ambígua, para não dizer outra coisa. Apelou à velha tese da “colônia de exploração”, comparando com o modelo diferente dos Estados Unidos, “uma colônia de desenvolvimento”. Segundo ele, os distintos modelos definiram percepções antagônicas de quem empreende. Enquanto nos EUA, o empreendedorismo é valorizado, na “colônia de exploração”, ficou “na mente da população a ideia de que por aqui é preciso prejudicar alguém para ganhar dinheiro”. 

Exploração sem fim

Muito curiosa a conclusão sociológica do executivo de uma companhia que tanto se beneficiou do capitalismo de compadrio, que favoreceu sempre àqueles que se associavam aos poderosos de plantão. Talvez seja por esta razão que a antiga Odebrecht não tenha se atrevido a requerer a devolução da multa paga pelos malfeitos nos Estados Unidos e Suíça. Não foram colônias de exploração. Já no Brasil, onde a exploração nunca acabou, mesmo depois de 200 anos da Independência, eles conseguiram cancelar os bilhões por crimes confessados. “Não existe pecado do lado de baixo do equador”.

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