Baile da Saudade

Tenta-se até enganar com o repertório ao tocar o mais recente lixo musical. Mas as estrelas da festa estão foscas. São décadas de Bell, Daniella, Ivete, Ricardo Chaves, Banda Eva, Carlinhos Brown, Luiz Caldas, Cláudia Leite, É O Tchan, Olodum, Ilê Aiyê, Armandinho, etc. Com tais protagonistas, o Carnaval de Salvador virou com certeza o Baile da Saudade. Não tem Botox nem silicone que segure! E não venham com acusações de “etarismo”. Estamos apontando a falta de renovação da folia baiana, que há muito vê esmaecer o brilho que teve um dia pela originalidade e criatividade a partir do advento do trio elétrico, há mais de 70 anos. É notória a queda vertiginosa da qualidade das canções e da indigência musical, onde já houve tanta diversidade rítmica: frevo, rock, baião, ijexá, samba-reggae e mesmo a axé music, que pasteurizou tudo e principiou a decadência, no equívoco de acharem que nela estava o elixir da juventude. Ledo engano.

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