Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação, Anderson Torres, ex-ministro da Justiça, Flávia Arruda, ex-ministra da Secretaria de Governo e seu antecessor, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz. O que essas pessoas têm em comum? Todas ocuparam ministérios no governo Bolsonaro e todas foram espionadas pela Agência Brasileira de Inteligência-Abin. Para complicar o imbróglio, deputados federais, de início, aliados dos Bolsonaros, mas que divergiram em algum momento, também foram rastreados pelo programa espião First Mile, entre eles, Rodrigo Maia, Alexandre Frota, e o deputado federal Kim Kataguiri (UB). Todos os dias a lista de espionados é atualizada. Nos corredores do Congresso não se fala de outra coisa e já existe um grupo suprapartidário disposto a dar um “corretivo” no atual deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Ouve-se muito a expressão “cortar o mal pela raiz”, o que na linguagem congressual significa cassação de mandato. A única dúvida é quanto à tipificação do crime. Mas já há juristas “voluntários” e “desinteressados” dispostos a contribuir com uma peça irretorquível. É bom Ramagem “botar as barbas de molho” porque os Bolsonaros costumam abandonar “os caídos”.