O maior tiro no pé da biografia de Bolsonaro, que será revelado em breve, é que foi ele quem articulou e viabilizou, através dos votos do ministro que indicou, a pouco provável e impensável candidatura de Lula. Com COVID e a popularidade em baixa, Bolsonaro apostou na polarização com o Lula, até então um ex-condenado, e perdeu. Coisa dos bastidores do poder.
Presente do Equador
A crise no Equador acendeu todos os alertas possíveis e imagináveis nas cúpulas latino americanas. Todos sabem, mas não custa lembrar que leniência com bandidagem tem limite. Para resolver o problema lá, o Equador ordenou a exportação de mais de mil condenados estrangeiros.
A guerra da encosta
A disputa pelo acesso ao mar já foi motivo de guerras nacionais. Na Bahia, o clima não anda nada amistoso entre moradores do Mansão Wildberger e os neo-incorporadores, liderados pelo empresário-político Grilão João Gualberto. Planejado por Grilão, o ex-prefeito de Salvador, o marqueteiro de Lula, o dono de uma emissora de tevê e a antiga Odebrecht, o novo mega luxuoso empreendimento residencial da encosta da Vitória precisa de espaço às margens da Baía de Todos os Santos para erguer o seu píer. Sem essa estrutura náutica, o valor do metro quadrado de cada unidade do suntuoso projeto cai 40% e prejudica a rentabilidade do negócio.
Parada dura
Os neo-incorporadores estão queimando as pestanas em busca da saída para o mar que lhes garantirá lucros maiores. Fala-se até numa espécie de teleférico aéreo que passe por cima daquele que serve ao Mansão Wildberger para levar os compradores do novo empreendimento ao píer que pensam em construir na Casa Azul, um imóvel remanescente antes do Yacht Club da Bahia. O problema é que, a exemplo do terreno da encosta, o qual a prefeitura vai colocar à venda, a Casa Azul também interessa aos moradores do Mansão Wildberger, que pretendem comprar os dois. A parada está dura para Grilão e Cia.
Chamariz de políticos
Em ano eleitoral, a tradicional Lavagem do Bonfim é um chamariz de políticos. Além da campanha, é no cortejo que o eleitor tem a chance de cruzar com seus eleitos. Dessa vez, quem tomou falta foi o ex-governador Rui Costa, que se desculpou, alegando os afazeres de ministro da Casa Civil em Brasília. O ex-prefeito ACM Neto, presente, buscou discrição ao longo da caminhada de oito quilômetros até a Igreja do Bonfim para evitar o desvio da atenção popular de seu sucessor Bruno Reis, que se jogava nos braços do povo, dizendo ser “a melhor Lavagem de sua vida”.
Conversa de pé de ouvido
Ainda na concentração do cortejo, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, no Comércio, o deputado federal Elmar Nascimento foi flagrado numa conversa de pé de ouvido com o senador Jaques Wagner. Estaria o Galego tentando o apoio de Elmar para um acordo na questão da reoneração da folha. O governador Jerônimo Rodrigues a toda hora buscava uma explicação à imprensa para o início das obras da ponte Salvador-Itaparica, que há mais de uma década não saiu do papel.
Neto chora e Godinho é reconhecido
Dois fatos merecem registro na Lavagem do Bonfim: na comitiva do prefeito de Salvador, Bruno Reis, o ex-prefeito ACM Neto teve um momento de emoção quando concedia uma entrevista e chorou; e o ex-presidente da Câmara municipal de Salvador por várias vezes, Pedro Godinho, quando reconhecido era aplaudido e cumprimentado pelas suas ações políticas, sociais e esportivas.
Dilma não perdoa Marta
A ex-presidente Dilma Rousseff não participará da campanha do PT em São Paulo. É que a ex-ministra Marta Suplicy como deputada federal não só votou pelo impeachment de Dilma como na época declarou: “Dilma paralisou o Brasil”. Esse episódio não foi esquecido por Dilma Rousseff.
Lula coloca um jurista no Ministério da Justiça
A nomeação do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski para o Ministério da Justiça está merecendo aplausos de todo o Brasil. Aliás, Lula tem formado ministérios de primeira qualidade, vide exemplos de nomes como Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Simone Tebet, Renan Calheiros Filho, Helder Barbalho e agora Ricardo Lewandowski.
Agora é oficial: o Brasil declara que Israel comete genocídio
Ao apoiar o voto da África do Sul no conselho da ONU, que reconhece que o estado de Israel pratica genocídio em Gaza, o Brasil deixa claro a sua posição. A colônia judia que mora no Brasil pode não ter gostado, mas a decisão foi tomada.
Festas na Bahia: Celebração Cultural versus Custo Econômico
A Bahia, um epicentro de cultura e festividade, enfrenta um dilema. Enquanto as festas tradicionais impulsionam o turismo e celebram a rica herança cultural, surge uma preocupação crescente sobre o impacto econômico sustentável. O equilíbrio entre celebrar a identidade cultural e gerenciar os recursos de forma responsável torna-se crucial. Excessos podem levar a uma saturação e desviar fundos de áreas vitais da economia, que fica estagnada durante dois meses de festividades de verão. Além disso, os efeitos ambientais e a perturbação social não podem ser ignorados. É tempo de repensar e reestruturar a abordagem das festividades para garantir benefícios duradouros para a Bahia e seu povo.
Bolsa Família será reforçado
O governo federal vai reforçar o número de participantes do Bolsa Família. Lula fez uma avaliação e sabe que o aumento desse benefício dará a ele melhores condições políticas. É só esperar.