O senador do MDB de Alagoas, Renan Calheiros, autor da CPI da Braskem que, por sinal, será instalada nesta semana, declarou que o senador do PT da Bahia, Jaques Wagner, tentou boicotar a CPI não indicando nenhum membro do PT. Diante do ataque de Renan, ontem Wagner nomeou um titular e um suplente para a CPI, mas ficou a marca de que ele é ligado à Odebrecht. Não é novidade.
Pesquisa interna mostra força eleitoral de Geraldo Alckmin em São Paulo
Com a visibilidade da vice-presidência da República e de um ministério de maior importância, o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, é um candidato fortíssimo à sucessão estadual. É isso que revelam as pesquisas internas que o seu partido está realizando sigilosamente. Ele não tem área de atrito e surfa na impopularidade do atual governador de São Paulo.
Santa Catarina se afogando e o seu governador fazendo farra em Buenos Aires
Santa Catarina está sendo destruída pelas enchentes, enquanto isso, seu governador, Jorginho Mello, estava, no final de semana, numa “barca” em Buenos Aires, comendo belos churrascos e tomando vinhos caríssimos. Na “barca” também estavam presentes o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
De engraxate a bilionário
Vale a pena a leitura das páginas amarelas da Veja que circulou no último final de semana em São Paulo. É a respeito da trajetória do mineiro Rubens Menin, que tem 67 anos e é dono de uma das maiores fortunas do país e da maior construtora, a MRV. Tem banco, tem emissora de TV, a CNN, clube de futebol, Atlético Mineiro, uma vinícola em Portugal e outras empresas. Dinheiro sobra para esse mineiro.
O escolhido
O ex-governador da Bahia, Rui Costa, é o escolhido de Lula para presidir a Petrobras. A substituição do atual presidente deve ocorrer após o carnaval.
Nunca desistem
Em um país onde os empresários são tratados com enorme desconfiança como o Brasil, empreender não é nada fácil. Para quem gera milhares de empregos com carteira assinada tem se tornado então uma missão quase impossível, especialmente quando a alta carga de encargos trabalhistas, tributária e os altos juros bancários são colocados na equação. É neste ambiente pra lá de hostil e desafiador que empresários como Washington Cinel, dono da Gocil, que faz parte de um grupo com mais de vinte mil colaboradores, têm sobrevivido.
Nunca desistem II
Para fechar as contas e ainda sobrar algum troco no final do mês, os empresários ainda precisam lidar com legislações arcaicas e instituições financeiras que praticam o maior spread bancário do mundo. Com esta combinação bombástica, é natural que periodicamente grupos, como o da Gocil, tenham que recorrer ao mecanismo da recuperação judicial para reescalonar seus passivos e manter suas atividades e milhares de empregos.
Nunca desistem III
Recuperação judicial não serve para qualquer empresa e, diferentemente do que muitos pensam, não é um mecanismo de proteção para as empresas em dificuldades. Bancos como o Safra, por exemplo, possuem um exército de advogados especializados para recuperar, a qualquer custo, seus créditos. Para isso, utilizam de técnicas e do judiciário para asfixiar as empresas em recuperação até receberem tratamento especial nos processos. Como se vê, o terrorismo bancário foi legalizado no país e quem paga a conta sempre, além dos empresários, são os milhares de trabalhadores que perdem seus empregos e sua renda. O bloqueio de recursos essenciais de empresas em recuperação, como Gocil, são exemplos de como funciona o judiciário paulista, onde a pressão de instituições bancárias tem prevalecido sobre o interesse social.
Lula em Minas
Rodrigo Pacheco já foi escolhido como o candidato do Presidente Lula para a sucessão de Romeu Zema em Minas. Com a decisão, o grupo de oposição ao atual governo estadual já articula a chapa que irá concorrer ao Senado e quem será o vice-governador. Já Zema, preocupado com a dívida bilionária do estado, está sem tempo livre para pensar em sucessão e política. Se não entrar em acordo com Lula e Pacheco, corre o sério risco de terminar o mandato igual ao seu antecessor, com salários atrasados e parcelados.
Já tem nome para substituir o baiano na presidência da CBF
O ex-presidente do STJD, Flávio Zveiter, é o nome mais cotado para ser eleito presidente da CBF em lugar do baiano Ednaldo Rodrigues, deposto pela justiça do Rio de Janeiro.
Janela de oportunidades
Gente que conhece muito bem o submundo carioca e o poder paralelo que há muito comanda a política no estado do Rio de Janeiro, garante que o governador, Cláudio Castro (PL), e seus aliados querem aproveitar a troca no Ministério da Justiça para se livrar do superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Leandro Almada. O atual chefe da corporação é uma pedra no sapato de Castro e sua turma, que reúne o que de pior tem o estado. Almada é do tipo durão e independente e não encobre os malfeitos das polícias do estado, Civil e PM, das quais Castro é praticamente refém. Um dos pesadelos dessa turma são as investigações do “Caso Marielle Franco”. No tempo do padrinho Jair Bolsonaro, ele mesmo interessado em que as investigações não andassem; uma diretoria da PF muito amiga garantiu a paz de todos, emperrando o trabalho de quem queria trabalhar até o limite do inacreditável. Mas Flávio Dino, ao assumir, resolveu mudar o comando da PF, para desgosto da “Turma do Castro”. Para essa turma, Dino “já vai tarde e não deixa saudades”.
Aos amigos, tudo
Entre os “feitos” do atual governador do estado do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, está a recriação da Secretaria de Segurança Pública, extinta em 2019, pelo ex-governador Wilson Witzel. Para garantir a paz dos amigos, foi convidado um delegado da PF exonerado após os atos golpistas de 8 de janeiro. Victor César dos Santos – SURPRESA!!! – é ligado à família Bolsonaro e aliado do ex-ministro da Justiça Anderson Torres e do ex-chefe da Abin Alexandre Ramagem. E foi encarregado de fazer o “meio de campo” com o governo Lula para ações integradas de segurança. Santos já foi homenageado com a medalha Pedro Ernesto pelo vereador Jerominho, fundador da maior milícia do Rio. E já declarou que sua prioridade é combater os crimes de latrocínio e feminicídio. Milícias, nem pensar.