O negócio do entretenimento vinha de vento em popa nas últimas gestões da capital baiana para a alegria de gestores e empresários do segmento. Pena que a festa acabou durante a pandemia. E agora, quando começava a recuperação, a crise da segurança pública desacelerou a retomada dos astronômicos lucros da atividade, que também é incentivada pelo governo estadual. Na Roma Negra, pode faltar até o pão, mas o circo é imprescindível. Por isso, maiores esforços governamentais precisam ser empreendidos para que a atual onda de violência não atrapalhe os dividendos das festas, que tilintam também nos bolsos de governantes da esfera municipal e estadual.
Felizes convidados para o banquete que a França ofereceu ao rei da Inglaterra
Foram apenas 160 convidados para um jantar no Palácio de Versalhes que o presidente da França, Emmanuel Macron, ofereceu ao rei da Inglaterra, Charles III.
A nata de astros e estrelas
Mick Jagger, o inesquecível líder da banda Rolling Stones, Charlotte Gainsbourg, Hugh Grant foram alguns dos destaques da mesa. O jantar, servido com as melhores louças da França, teve menu extraordinário. A entrada, lagosta azul, o prato principal, Chapon de Bresse. O champanhe Pol Roger cuvée, o destaque dos vinhos ficou por conta de um de 2004, Château Mouton Rothschild, hoje vale simplesmente no Brasil R$65 mil a garrafa. Quer mais?
Luís Eduardo redivivo
O filho trilhou o caminho empresarial e o neto ainda ensaia os primeiros passos na política. Quem vem querendo reviver Luís Eduardo Magalhães no Congresso Nacional é o deputado federal Elmar Nascimento (UB). Com grandes chances de se sentar na cadeira da presidência da Câmara Federal, que teve como último baiano a ocupá-la o próprio Luís Eduardo há mais de 25 anos, Elmar não esconde de ninguém que se inspira no conterrâneo para chegar lá. O baiano de Campo Formoso, que começou a carreira política num estilo mais para o pai, o ex-senador ACM, do que para o filho, Luís Eduardo, mudou a rota. Além de intensivos média trainees, não lhe faltaram cursos de etiqueta e boas maneiras para se aproximar da fineza cheia de charme do saudoso LEM. Quem atesta isso são os petistas. Hoje tratados com muita delicadeza, bem diferente do passado. Que o diga o ministro Rui Costa. Foi Elmar quem lhe pegou pelas mãos e lhe abriu as portas do Congresso.
Lágrimas de crocodilo do rei da soja
Argino Bedin, pai da soja, foi o último depoente. Se negou a responder a todas as perguntas, só cedeu para uma feita pela deputada Jandira Feghali quando perguntou a ele se conhecia os Bedins. Ele disse que sim, são todos parentes dele. Gastou milhões de reais financiando os atos mais violentos nas rodovias do seu estado e do país, o seu choro só comoveu ao senador Flávio Bolsonaro, que foi consolar ele entre risos e piadas de outros parlamentares. O velho é um artista perverso.
Dança dos famosos
A grave crise da segurança pública na Bahia parece que não existe para quem acompanha o governador e o vice pelas redes sociais. A dupla deveria se inscrever na “Dança dos Famosos”, programa dominical da Rede Globo. Enquanto a bandidagem aterroriza o estado que se tornou o campeão nacional em homicídios, viraliza imagens das autoridades em animado samba de roda no último final de semana.
O Prêmio Nobel de Medicina 2023 e as Mentes por Trás das Vacinas de mRNA Contra a Covid-19
Nesta segunda-feira, o mundo da medicina celebrou uma conquista notável. Os cientistas Katalin Karikó e Drew Weissman foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina de 2023 em reconhecimento às suas contribuições extraordinárias para a luta contra a Covid-19. Em uma era onde a pandemia desafiou a humanidade, esses cientistas traçaram um caminho revolucionário ao modificar o mRNA (RNA mensageiro). Essa tecnologia, descoberta há mais de 15 anos, abriu as portas para a produção de vacinas a partir de material sintético em tempo recorde. Antes, as vacinas eram baseadas em agentes infecciosos enfraquecidos ou inativos. Mas Karikó e Weissman mudaram o jogo. Eles viram que modificações simples na estrutura do mRNA poderiam torná-lo menos inflamatório. Essa descoberta, feita em 1997, serviu de base para as vacinas eficazes contra a Covid-19. Essas descobertas não apenas mudaram o curso da pandemia, mas também lançaram uma nova era na medicina. Katalin Karikó e Drew Weissman, com sua dedicação incansável e visão audaciosa, demonstraram como a ciência pode triunfar sobre desafios globais. Esta conquista nos lembra que, mesmo nos momentos mais sombrios, a busca pelo conhecimento e pela inovação continua a ser a chave para superar adversidades e iluminar o caminho para um futuro mais saudável e seguro para todos nós.
Bolsonaro e seus milicianos duvidaram da eficácia da vacina
Quase 600 mil brasileiros morreram porque o então presidente Jair Bolsonaro e seus milicianos do agronegócio duvidavam da eficácia da vacina. E agora?
Apoio Federal de Apenas R$ 20 Milhões: Insuficiente Frente ao Enorme Desafio contra o crime organizado na Bahia
O recente anúncio do Ministério da Justiça e Segurança Pública sobre o Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, batizado de Enfoc, deixa claro a necessidade de ações imediatas no combate ao crime organizado no país. No entanto, é alarmante ver que, diante desse desafio monumental, o governo federal destinou apenas R$ 20 milhões para o estado da Bahia. Os altos índices de violência afetam diretamente o bem-estar das pessoas. É desapontador testemunhar a alocação de recursos tão limitados para enfrentar esse problema complexo. Para um país como o Brasil, com suas vastas dimensões geográficas e uma miríade de desafios, a disponibilização de apenas R$ 20 milhões parece ser uma medida insuficiente. A estimativa de gasto de R$ 900 milhões até 2026 é um passo na direção certa, mas o atual apoio financeiro não reflete a gravidade da situação. O crime organizado é um problema complexo que requer recursos substanciais e ações coordenadas para ser enfrentado eficazmente. É hora de investir de forma adequada e abrangente nesse desafio, em vez de fornecer meros trocados diante de um problema tão monumental. A sociedade brasileira merece uma abordagem mais robusta e comprometida no combate à criminalidade, e é responsabilidade do governo federal liderar esse esforço de maneira significativa e eficiente.
O conto da carochinha
Como a bruxa má das histórias infantis, o ministro da Justiça, Flávio Dino, revelou não ter uma varinha de condão para tentar resolver o problema de segurança da Bahia. Os baianos que clamavam por intervenção federal deram com os burros n’água diante da negativa do ministro. Se tivesse se debruçado com afinco sobre a questão de segurança desde o primeiro dia de governo, em lugar de tentar “defender a democracia” e destruir o legado da Lava Jato, Flávio Dino teria algo mais a oferecer à população da Bahia do que um mero cheque de R$ 20 milhões.
“O Parque dos Lobos”
Este livro de Henrique Prata, reconhecido gestor do Hospital do Amor (Câncer) em Barretos, no interior de São Paulo, nos apresenta uma grave denúncia do conluio de políticos e medicina privada e os impactos negativos para o serviço de saúde pública no Brasil. Por que não temos mais hospitais públicos como o de Barretos? O Hospital do Amor é uma referência na América do Sul no tratamento do câncer infantil (1.000 atendimentos por dia no ambulatório). O destemido autor aponta vários exemplos onde o descarado conluio prejudica e impede ações efetivas para uma saúde pública de alta eficiência e humanizada, tão demandada pelos mais necessitados. Trecho do livro: “E se soma a essa conduta dos médicos (medicina privada), o apadrinhamento político que faz os lobos permanecerem vestidos de cordeiro, usufruindo da medicina de forma desonesta e em segurança”. O autor aponta em sua obra como agem os médicos “lobos”, mas não deixa de reconhecer os bons médicos que não compactuam com a matilha de lobos e que honram seu Juramento de Hipócrates.
O Legado Admirável da Ministra Rosa Weber no STF
Em um período de gestão excepcional à frente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Rosa Weber demonstrou coragem e comprometimento com a democracia e a justiça social. Mesmo em meio a desafios sem precedentes, como os ataques violentos às instituições democráticas, ela se destacou como uma defensora incansável do Estado de Direito. Sua discrição e respeito pela colegialidade a tornaram uma juíza modelo, ganhando o respeito de seus pares e da comunidade jurídica. Ao lidar com casos de grande impacto social, como a descriminalização do porte de drogas e a demarcação de terras indígenas, a ministra demonstrou uma aplicação criteriosa da lei e um compromisso com a justiça. Além disso, sua atuação em promover a igualdade de gênero nas eleições e nos tribunais, bem como sua postura pró-trabalhador, refletem seu compromisso com valores fundamentais. A ministra Rosa Weber deixa um legado admirável, maior do que quando entrou no STF. Parabéns, Ministra Rosa Weber, por sua trajetória exemplar e pelo impacto positivo que você teve em nossa sociedade. Seu legado será lembrado com gratidão.