Ravengar morreu há poucos meses, em junho deste ano, vítima de complicações da diabetes que sofria. Chegou a ser preso três vezes. A primeira em 2004 e a última em 2017. Numa delas foi baleado nas costas e se entregou. Teve uma condenação de 25 anos, embora não tenha passado esse tempo todo atrás das grades. Numa de suas passagens pela penitenciária, criou um decálogo para a convivência entre os detentos. Tentou ser uma espécie de Robin Hood, desenvolvendo trabalhos sociais com a comunidade do Retiro. Não dá para apagar os crimes que cometeu ao longo de sua vida. Era um bandido, embora no seu tempo de cabeça do tráfico na Bahia a violência não se alastrasse ao nível insuportável de hoje. Ravengar poderia nem ter feito parte da história se o estado cumprisse suas obrigações constitucionais.
Violência na Bahia – Epílogo
O resultado da ausência do estado é a Bahia ter entrado na rota do tráfico de drogas internacional, negócio de bilhões de dólares, e se transformado no local mais violento do Brasil e do mundo. A Terra da Felicidade virou uma das bases do crime organizado transnacional e o governo de Lula libera R$ 20 milhões para combatê-lo. Piada sem graça.
A Crise dos Planos de Saúde: Enfrentando o Desafio da Sustentabilidade
Os números são impressionantes. Dados recentes divulgados pela ANS revelam que, em junho deste ano, o setor de planos de saúde contava com quase 51 milhões de usuários de planos de assistência médica. No entanto, esse imenso universo de usuários enfrenta desafios cada vez maiores devido à inflação crescente no setor, flexibilização do rol de procedimentos, incorporação de tratamentos de alto custo, aumento da sinistralidade e o envelhecimento da população, tornando 2023 um dos anos mais desafiadores para a sustentabilidade do setor. É fundamental discutir estratégias para a sustentabilidade da saúde suplementar e a sobrevivência das autogestões. Nesse contexto, estratégias como a ampliação de hospitais de baixa complexidade e hospitais de longa permanência devem ser estimuladas, visando enfrentar os desafios dessa crise e garantir um sistema de saúde mais inclusivo e sustentável. É essencial que todos os atores envolvidos nesse setor colaborem e busquem soluções inovadoras para garantir que os planos de saúde continuem a desempenhar um papel fundamental na oferta de cuidados de saúde de qualidade à população, mesmo diante dos desafios crescentes.
O Perigo das Liminares: A Abertura Indiscriminada de Escolas Médicas no Brasil e o Papel do STF
No panorama da saúde pública brasileira, somos frequentemente confrontados com desafios significativos. Um dos mais recentes e preocupantes é o escândalo da abertura de quase 300 novas escolas médicas por todo o país, fundamentadas em liminares judiciais. O processo de abrir uma escola médica deveria ser meticuloso e refletir a necessidade real de mais profissionais, a capacidade de infraestrutura da instituição e, sobretudo, a excelência no ensino. No entanto, vemos uma avalanche de novas escolas surgindo, muitas vezes sem o crivo necessário, apoiadas por decisões judiciais. Neste cenário, o Supremo Tribunal Federal (STF) se encontra em uma posição única. Como guardião da Constituição e defensor dos direitos e garantias fundamentais, o STF tem a missão e a obrigação de intervir e solucionar esse absurdo. A situação atual não é apenas uma questão legal, mas também uma questão de saúde pública, com implicações diretas para a qualidade da medicina praticada no país. A formação de médicos mal preparados por instituições que não enfrentaram uma avaliação rigorosa é um risco iminente para a população. O STF deve, portanto, priorizar a qualidade do ensino médico e a saúde pública ao revisar e tomar decisões sobre essas liminares, devolvendo para o MEC a responsabilidade legal por essa tarefa. O escândalo das liminares é um sinal de alerta. Cabe ao STF garantir que o sistema legal não seja mal utilizado de forma a comprometer o sistema de saúde brasileiro. A saúde e a vida da população estão em jogo, e o STF tem o dever de protegê-las.
De frente para o mar
A velha máxima de que no Brasil as empresas (pessoas jurídicas) vão mal e os seus donos e dirigentes (pessoas físicas) vão bem continua em vigor. O mesmo vale para os clubes de futebol. Enquanto o Esporte Clube Bahia padece de mau futebol e má gestão, as investidas de seu presidente, Guilherme Bellintani, no ramo imobiliário, sempre associadas a plutocratas conhecidos e políticos sem mandato, não param de crescer. A mais nova joia a ser incorporada ao patrimônio do cartola tricolor é uma casa na Ladeira da Barra, uma das últimas fronteiras de acesso privilegiado à Baía de Todos os Santos.
Baleia, Renan, Jader e Simone. São os astros do MDB com votos e prestígio
O MDB nacional vai reeleger o deputado federal por São Paulo Baleia Rossi. Além dele, o partido tem como seus principais nomes: no centro-oeste, a ministra do Planejamento, Simone Tebet, do Mato Grosso do Sul; no Nordeste, o senador Jader Barbalho, do Pará, que tem um filho governador e outro ministro; o senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, tem um filho senador e ministro de Lula. Este núcleo é o que detém o poder na agremiação. Os demais são componentes que não têm nem votos, nem prestígio.
Brasileiros em Portugal: a Dificuldade em Retornar ao País e a Falta de Apoio do Governo Lula
O número de brasileiros, em Portugal, que pediram ajuda para voltar ao Brasil em 2022 quase quadruplicou em comparação com 2021. Desemprego, dificuldade de acesso ao mercado de trabalho, situação irregular, falta de preparação no processo migratório e custo de vida mais elevado no país europeu são os principais fatores para este cenário. O Programa de Apoio ao Retorno Voluntário e à Reintegração da Organização Internacional para as Migrações (OIM) viu o número de pedidos de ajuda subir nos últimos meses em Portugal. De todos os que procuram apoio, 92% são brasileiros em situação de extrema vulnerabilidade. A falta de apoio do governo Lula a esses brasileiros em situação vulnerável no exterior é uma questão que merece atenção e soluções adequadas.
Sozinho na pista
Do jeito que a crise da segurança pública avança sem tréguas, os integrantes da indústria hoteleira e do Carnaval da Bahia já temem o pior. A quatro meses da folia, os pacotes de hospedagem e as vendas de camarotes e abadás continuam num ritmo bastante lento, muito aquém do esperado para esta época do ano. Se o desinteresse dos turistas e foliões persistir, por medo da violência, o governador Jerônimo Rodrigues, muito chegado a uma roda de samba, não vai ter muito problema em evoluir sozinho na pista do circuito Barra-Ondina.
Maçanetas de luxo
Assim são chamados os generais do Exército que vão para a reserva. Anteriormente eram generais de pijama. Sem nenhum prestígio junto às tropas, eles agora são contratados pelas empresas que querem fazer negócios com as Forças Armadas. Últimas hipóteses. São velhos lobistas que recebem, além da aposentadoria do Exército, gratificações de empresas que querem fazer negócios com as Forças Armadas.
Na mosca
Entre os integrantes do governo Jerônimo Rodrigues que conseguem combinar, com naturalidade e precisão, sujeito e predicado numa mesma frase, o magro auxílio de R$ 20 milhões anunciado por Flávio Dino ganhou um novo significado: opróbrio. No dicionário, a palavra tem o sentido de grande desonra pública, afronta vergonhosa, ignomínia, vexame…
A CPMI dos atos golpistas fracassou
Uma verdadeira decepção a CPMI dos atos golpistas. Faltou talento e energia ao presidente dela, o deputado federal da Bahia Arthur Maia. Muito contribuiu também o STF através de alguns ministros que garantiam o silêncio dos acusados nos depoimentos. Foram notórios os dois ministros bolsonaristas, Nunes Marques e André Mendonça. A verdade é que destaque mesmo merece a deputada federal pelo PCdoB do Rio de Janeiro, Jandira Feghali. Foram dela os melhores momentos e as melhores perguntas. A CPMI termina sem choro nem vela.
O dono da maior rede de resorts do Brasil é homenageado na Bahia
A Assembleia Legislativa da Bahia concederá o título de Cidadão Baiano a Jorge Rebelo de Almeida, fundador e presidente do Grupo Vila Galé, em uma cerimônia especial que ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 06, às 9:30h, no Plenário da Assembleia. A homenagem é um tributo ao comprometimento de Jorge Rebelo com a Bahia e sua paixão por essa terra. O Vila Galé, a maior rede de Resorts do Brasil, tem uma história de mais de 20 anos no país, graças à visão e liderança do seu fundador. O Grupo Vila Galé, com suas 10 unidades no Brasil e uma presença notável em Portugal, é liderado por Jorge Rebelo, um advogado de formação que, desde 1986, tem se destacado como um dos principais nomes no setor hoteleiro internacional. O Vila Galé, sob sua liderança, continua a expandir sua presença no Brasil. Esta honraria da Assembleia Legislativa reconhece o impacto positivo de Jorge Rebelo de Almeida e do Grupo Vila Galé na Bahia e no Brasil, reforçando ainda mais os laços entre a empresa e a comunidade baiana. Parabéns ao Presidente Jorge Rebelo de Almeida por essa distinção como Cidadão Baiano.