Uma operação de guerra foi colocada em prática na mídia brasileira recentemente para tentar blindar mais uma vez as mineradoras Vale e BHP Billiton, controladoras da Samarco. O motivo desta vez não é mais apenas a tragédia de Mariana, que completou um ano e dois meses de impunidade e omissão, e sim o seu primeiro efeito colateral: o surto de febre amarela em Minas Gerais. Coincidência ou não, o epicentro do surto fica no mesmo lugar da tragédia, que dizimou toda a população de sapos e peixes, predadores naturais dos mosquitos. Pelo jeito, a omissão da Vale, da BHP e das esferas de governo continuará custando muito caro ao país com novas mortes e o colapso dos sistemas de vacinação.
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