Até os maiores pecuaristas do Brasil têm sofrido duramente com os efeitos da crise. Com os grandes frigoríficos fechando plantas, comprando cada vez menos e pagando a prazo, grandes criadores têm tentado, pela primeira vez em muitos anos, tomar dinheiro nos bancos. O problema é que os grandes bancos também fecharam as torneiras para o setor. Com isso, a única alternativa que tem restado para os pecuaristas é descontar o que têm a receber com os próprios frigoríficos. Para não configurar crime de agiotagem, os frigoríficos têm criado grandes estruturas financeiras na forma de FIDCs (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) para descontarem os recebíveis e lucrarem ainda mais. No caso do maior frigorífico do país, a JBS, foi criado até um banco, o Original, aquele mesmo que contou com um financiamento bilionário e camarada do FGC (Fundo Garantidor de Crédito) para sua constituição.
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